iFood faz acordo com SSP para que entregador da plataforma seja identificado e liberado mais rápido em blitz


Empresa afirma que criou solução tecnológica que integra cadastro de entregadores da plataforma com o sistema público para que policiais consigam confirmar a identidade. Acordo já está ativo em São Paulo; capital viveu onda de crimes com falsos entregadores entre abril e maio. Operação da PM vistoria mochilas de motoboys de delivery em SP
G1SP
Após uma onda de crimes cometidos por falsos entregadores de delivery em São Paulo, entre abril e maio deste ano, o aplicativo de entregas iFood decidiu se unir com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) para que quem está ativo na plataforma seja rapidamente identificado e liberado em operações policiais.
No fim de abril, a Polícia Militar de São Paulo fez uma operação em diversos pontos da cidade para coibir a ação de falsos entregadores. Em maio, a corporação divulgou que ia abordar todos os motociclistas e pediu a compreensão dos trabalhadores que usam moto.
Ao g1, a plataforma explicou nesta quarta-feira (17) que a empresa criou uma solução tecnológica que integra o cadastro de entregadores do iFood com o sistema público para que policiais consigam confirmar se o motociclista parado na blitz faz realmente entregas em nome da empresa.
Ao informar os dados pessoais, a polícia consegue acessar o sistema integrado e checar se o cadastro do entregador está ativo e até se está em rota de entrega de algum pedido naquele momento.
O iFood afirma que o objetivo é contribuir para a segurança pública e evitar atrasos nas entregas dos profissionais durante as abordagens.
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Em São Paulo, o acordo já está ativo. Já no Rio de Janeiro, ele deverá começar nos próximos dias após acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Outras regiões já foram mapeadas e seguem em negociações para expansão, entre elas Ceará, Distrito Federal e Pernambuco. As datas ainda não foram divulgadas.
“O iFood é favorável ao uso da tecnologia no cenário da segurança pública, pois desburocratiza o processo e traz uma solução viável e completamente atualizada para confirmar parceiros ou afastar qualquer pessoa que tenha má intenção em se passar por um trabalhador sério. Precisamos garantir a flexibilidade, autonomia e segurança de todos que atuam em plataformas”, explica João Sabino, diretor de políticas públicas do aplicativo.
O aplicativo explica que mantém o processo de verificação OCR, tecnologia que permite verificar se a pessoa da foto é a mesma do documento apresentado, e a validação de todas as informações pessoais cedidas ou através de uma consulta em base de dados pública.
O g1 solicitou um posicionamento da SSP sobre a parceria, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta.
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Polícia Civil/divulgação
Os criminosos usam mochilas de entrega para se disfarçar e não chamar a atenção das vítimas. O acessório também ajuda os assaltantes na fuga, já que eles se misturam com centenas de outros motoqueiros de mochila que circulam pelas ruas. Eles atuam, na maioria dos casos, abordando pedestres, e visam principalmente o roubo de celulares.
Além dos roubos, há ainda casos de latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Foi o caso do falso entregador que matou o jovem Renan Loureiro em uma rua no Jabaquara no mês de abril.
Além desses crimes, há relatos também de golpes durante a entrega dos pedidos. Nestes casos, os falsos entregadores muitas vezes alugam contas nos principais apps ou burlam os sistemas de verificação de identidade das empresas.
Em um dos golpes mais populares, criminosos usam maquininhas de cartão de crédito com o visor quebrado ou adulterado, e inserem valores maiores do que o do pedido. Com a tela quebrada, o cliente não consegue verificar quanto está pagando.
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Fonte: G1_Tecnologia

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